sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Homenagem aos 55 anos de falecimento de Getúlio Vargas


Trecho da homenagem que o Senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) faz ao ex-presidente Getúlio Vargas à passagem dos 55 anos de sua morte ocorrida em 24 de agosto de 1954. Essa atitude torna-se evidente que Getúlio foi um presidente de extrema importância, e é lembrado até os dias de hoje.

Rafaela Aguiar
O site abaixo contém documentos encontrados que retratam muito do que ocorreu durante a ditadura militar.

http://www.documentosrevelados.com.br/

AG

A renúncia à lista de Schindler


Hertha Spier é a sobrevivente mais velha que estava presente na emocionante noite de 10 de maio de 2012. Ela tem 94 anos e nasceu em Bielsko-Biala, no antigo império austro-húngaro, atual território da Polônia. Na tentativa de escapar dos nazistas, sua família fugiu para a cidade de Cracóvia, onde acharam que estariam livres de perigo. Puro engano. O exército alemão também ocupou esse território e eles foram confinados em um gueto. Sua família era muito unida. Isso comprova o sofrimento que passou, ao assistir à morte de cada um. Seus pais foram fuzilados. Na sequência, ela recebeu a oportunidade de entrar na lista de Schindler, mas recusou para ficar junto de sua irmã, último familiar vivo. Entretanto, a apenas duas semanas do término da Guerra, a irmã de Hertha não resistiu ao tifo, uma doença que contaminou vários prisioneiros.
Hertha sobreviveu, ao ser resgatada pelos exércitos aliados, mas sua vida praticamente não tinha mais sentido. Não possuía mais nenhum ente querido vivo. Ela estava debilitada, com apenas 28 quilos, aos 26 anos, em um hospital sueco. Mal conseguiu acompanhar a libertação dos judeus. Sua esperança foi ter lembrado de uma amiga de sua irmã, que havia migrado para o Brasil. A palestrante seguiu o rumo da amiga e mudou-se para o Brasil, onde construiu uma nova vida. Hoje, ela é mãe de dois filhos e já é avó. Ela guarda marcas até hoje. A principal é a tatuagem no braço, com o número A21646.  

L.G

Industrialização da URSS

A tabela ao lado ressalta a forte industrialização na URSS nos anos de 1930. Nessa época o mundo capitalista ainda vivia os reflexos da crise de 29, enquanto a URSS vivia um crescimento de sete vezes na indústria de base e quatro vezes maior na indústria de bens de consumo. Este fato aconteceu durante o último momento da Revolução Russa, que aconteceram guerras civis, e Lênin e Stálin estavam no poder.

Rafaela Aguiar

DEPOIMENTO DE TORTURA NA DITADURA MILITAR

Sobe depressa, Miss Brasil’, dizia o torturador enquanto me empurrava e beliscava minhas nádegas escada acima no Dops. Eu sangrava e não tinha absorvente. Eram os ‘40 dias’ do parto. Na sala do delegado Fleury, num papelão, uma caveira desenhada e, embaixo, as letras EM, de Esquadrão da Morte. Todos deram risada quando entrei. ‘Olha aí a Miss Brasil. Pariu noutro dia e já está magra, mas tem um quadril de vaca’, disse ele. Um outro: ‘Só pode ser uma vaca terrorista’. Mostrou uma página de jornal com a matéria sobre o prêmio da vaca leiteira Miss Brasil numa exposição de gado. Riram mais ainda quando ele veio para cima de mim e abriu meu vestido. Picou a página do jornal e atirou em mim. Segurei os seios, o leite escorreu. Ele ficou olhando um momento e fechou o vestido. Me virou de costas, me pegando pela cintura e começaram os beliscões nas nádegas, nas costas, com o vestido levantado. Um outro segurava meus braços, minha cabeça, me dobrando sobre a mesa. Eu chorava, gritava, e eles riam muito, gritavam palavrões. Só pararam quando viram o sangue escorrer nas minhas pernas. Aí me deram muitas palmadas e um empurrão. Passaram-se alguns dias e ‘subi’ de novo. Lá estava ele, esfregando as mãos como se me esperasse. Tirou meu vestido e novamente escondi os seios. Eu sabia que estava com um cheiro de suor, de sangue, de leite azedo. Ele ria, zombava do cheiro horrível e mexia em seu sexo por cima da calça com um olhar de louco. No meio desse terror, levaram-me para a carceragem, onde um enfermeiro preparava uma injeção. Lutei como podia, joguei a latinha da seringa no chão, mas um outro segurou-me e o enfermeiro aplicou a injeção na minha coxa. O torturador zombava: ‘Esse leitinho o nenê não vai ter mais’. ‘E se não melhorar, vai para o barranco, porque aqui ninguém fica doente.’ Esse foi o começo da pior parte. Passaram a ameaçar buscar meu fillho. ‘Vamos quebrar a perna’, dizia um. ‘Queimar com cigarro’, dizia outro.

ROSE NOGUEIRA, ex-militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), era jornalista quando foi presa em 4 de novembro de 1969, em São Paulo (SP). Hoje, vive na mesma cidade, onde é jornalista e defensora dos direitos humanos.

AG

Revolta da Vacina

No início do século XX, a cidade do Rio de Janeiro era a capital do Brasil. Estava crescendo desordenadamente. Sem planejamento, as favelas e cortiços predominavam na paisagem. A rede de esgoto e coleta de lixo era muito precária, as vezes inexistente. Em decorrência disto, dezenas de doenças se proliferavam na população, como tifo, Febre Amarela, peste bubônica, Varíola, entre outras enfermidades.
Oswaldo Cruz
Vendo a situação piorar cada dia mais, o então presidente Rodrigues Alves decide fazer uma reforma no centro do Rio, implementando projetos de saneamento básico e urbanização. Ele designa Oswaldo Cruz, biólogo e sanitarista, para ser chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, que juntamente com o prefeito Pereira Passos, começam a reforma.
A reforma incluía a demolição das favelas e cortiços, expulsando seus moradores para as periferias, a criação das Brigadas Mata-Mosquitos, que eram grupos de funcionários do serviço sanitário e policiais que invadiam as casas, matando os insetos encontrados, etc. Essas medidas tomadas causaram revolta na população, e com a aprovação da Campanha da Vacinação Obrigatória, que obrigava as pessoas a serem vacinadas (os funcionários responsáveis pelo serviço tinham que vacinar as pessoas mesmo que elas não quisessem), a situação piorou. A população começou a fazer ataques à cidade, destruir bondes, prédios, trens, lojas, bases policiais, etc. Esse episódio da história brasileira ficou conhecido então como Revolta da Vacina.
Mais tarde, os cadetes da Escola Militar da Praia Vermelha também se voltaram contra a lei da vacina. A revolta popular fez com que o governo suspendesse a lei, não sendo mais obrigatória. Para finalizar a rebelião, Alves coloca nas ruas o exército, polícia e marinha.
Ao final da revolta, o governo recomeça a vacinação da população, tendo como resultado a erradicação da varíola na cidade.

AG

Batardos Inglórios e a segunda guerra mundial

 No primeiro ano da ocupação da França pela Alemanha, Shosanna Dreyfus
testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Waltz).
Shosanna escapa por pouco e parte para Paris, onde assume uma identidade falsa e se torna proprietária de um cinema.
Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine (Pitt) organiza um grupo de soldados americanos judeus para praticarem atos violentos de vingança. Posteriormente chamados pelo inimigo de “os Bastardos”, o esquadrão de Raine se une à atriz alemã Bridget von Hammersmark (Kruger) em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. O destino conspira para que os caminhos de todos se cruzem em um cinema, onde Shosanna pretende colocar em prática seu próprio plano de vingança.

Bastardos Inglórios de Quentin Tarantino auxilia na compreensão da história pois combina histórias de opressão, infames, verídicas e heróicas da Segunda Guerra Mundial.

L.G